[Resenha] O Livro dos Vilões por Cecily von Ziegesar, Carina Rissi, Diana Peterfreund, Fábio Yabu

Título: O Livro dos Vilões
Autor: Cecily von Ziegesar, Carina Rissi, Diana Peterfreund, Fábio Yabu
Editora: Galera Record
Gênero: Ficção americana
Ano: 2014
Paginas: 315
Classificação: 2/5





Sinopse: Oi, gente, pessoas boazinhas são tão chatas. Não há nada melhor do que um bom vilão. Sei do que estou falando. Também tenho meus momentos de maldade, vocês me conhecem bem... Por isso mesmo estou certa de que vão se divertir muito com este livro: irmãs que amam sapatos e odeiam a meia-irmã – muito natural, é claro; uma madrasta hilária viciada num app para iPad e em experiências com venenos, huahuahua; uma bruxa que me lembrou muito dos tempos de colégio; e um lobo com crise de consciência... vai entender! Então vamos parar de enrolação! Se estiverem na praia, peçam uma bebida bem geladinha e ajeitem seus óculos escuros, porque é impossível parar de ler as novas histórias destes vilões cheios de classe e... maldade! Você sabe que me ama. Xoxo, Blair Waldorf.


Resenha: Achei todos os contos muito fraquinhos, sem exceções. E se você ainda não leu, não está perdendo nada de tão grandioso assim não, viu? O livro é distribuído em quatro contos; quatro novos contos de fadas. O primeiro é da autora de Gossip Girl, Cecily von Ziegesar com #stepsisters – sobre sapatos e selfies. (Para quem não sabe, e tudo bem! Eu também não sabia! “Stepsisters” é um termo usado quando as irmãs não tem parentesco algum, apenas seus pais são casados). E a história pelo o que se parece, é baseada nos contos de fada Cinderela - não tem como não notar esse detalhe, e devo confessar também que ele é o meu predileto da Disney -, mas é totalmente vergonhoso ter um conto desse baseado em Cinderela. 

- Olá? Meninas? Estão acordadas? – chamou o pai de Cindy. Só o que viu foram os gritos de Nastia, que agarrava a mão da irmã e corria para o banheiro a fim de tomar o banho mais longo de toda a sua vida. Quando ele chegou ao quarto de Cindy, encontrou a filha de quatro, vestida em sua camisola da Pequena Sereia, usando luvas de borracha e limpando o chão com um esfregão e um balde de água com detergente. Foi praticamente assim que ele a tinha deixado antes da viagem.

Já o segundo conto é da Carina Rissi e se chama Menina Veneno. E esse conto seria o mais gostoso se não existisse o próximo da Diana Peterfreund: Quanto mais afiado o espinho. Esse com certeza foi o que eu mais me interessei, e menos cochilei enquanto lia. Porque caraca! Consegui cochilar em todos eles. Mas a parte positiva desses dois contos é que eles foram os mais criativos, os que eram menos bobinhos, e tinham os personagens com as personalidades mais descritas. Na verdade mesmo! O conto mais desenvolvido nos quesitos: enredo, personagens e criatividade; foi o da Carina que era sobre uma madrasta que ficou viúva e teria que ficar responsável pela sua enteada até ela ficar maior de idade. 

Apenas deixe-me esclarecer uma coisa: quase tudo o que ouviu sobre mim são inverdades – bem, alguns pontos são verdadeiros, mas não se preocupe, falarei sobre eles em breve -, e transformarem aquela garota que vivia propagandeando sua “ingenuidade”, “bondade”, e tantos outros termos enfadonhos em uma vítima indefesa é tão ridículo que chega a me causar náuseas. Honestamente, não acredito que você caiu nessa. Patético. 

Mas sei lá, apesar de achar isso, consegui gostar mais do da Diana que era sobre uma bruxinha que queria se enturmar numa cidade onde sua família já era vista com desprezo. 

As pessoas chamam nossas semelhantes de bruxas há tanto tempo que paramos de recusar o título, embora nunca tenhamos feito nada parecido com magia, negra ou qualquer outra. Antigamente, incendiavam nossos corpos e nos enterravam em covas de indigente. Não fazem mais isso. 

Já o último conto do Fábio Yabu: A menina e o Lobo tinha tudo para se tornar o melhor! Os valores situados eram maravilhosos e a moral passada no final é incrivelmente de grande valor. Mas ai a história deu uma estagnada e nada mais acontecia; e o mais ou menos, no final, apareceram uns anúncios de jornal e postagens de redes sociais nada a ver, que ocupavam uma página inteira, e sinceramente? A impressão que eu tive é que elas estavam ali somente para dar mais páginas ao conto, para não precisar escrever algo decente para explicar o que estava ocorrendo naquele momento. Mas esse Lobo Mau realmente me conquistou e o desfecho valeu.

- Por que essas orelhas tão grandes? “Para te ouvir cantar” - Pra que esses olhos tão grandes?! “Para te ver sorrir!”- E agora, o grand finale... para que essa boca tão grande? “Para dizer... que eu te amo!”

 Postado por Ingrid Cardoso

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